sexta-feira, 7 de março de 2014

O que é Selfie?

Confesse! Se você é antenado com tudo o que rola na internê já ouviu essa expressão: selfie, não?! Mas você sabe o que é? O que significa?

Selfie é uma palavra em inglês, um neologismo com origem no termo self-portrait, que significa autorretrato, e é uma foto tirada e compartilhada na internet.
Normalmente uma selfie é tirada pela própria pessoa que aparece na foto, com um celular que possui uma câmera incorporada, com um smartphone, por exemplo. Também pode ser tirada com uma câmera digital ou webcam. A particularidade de umaselfie é que ela é tirada com o objetivo de ser compartilhada em uma rede social como Facebook, Orkut ou Myspace, por exemplo. Uma selfie pode ser tirada com apenas uma pessoa, com um grupo de amigos ou mesmo com celebridades.
Em 2013, os responsáveis pelos dicionários da Oxford escolheram selfie como a palavra do ano. Um dos motivos para esta escolha foi o fato de esta palavra ter crescido 17000% em 2013, o que confirma o seu estatuto de uma das palavras mais procuradas em um ano.
Algumas selfies que são compartilhadas acabam aparecendo em sites de humor, porque as pessoas fazem caras engraçadas (mandando beijinho, também conhecida como "duck face" ou cara de pato) ou porque alguma coisa estranha ou hilariante aparece em segundo plano.
Crédito para o Site Significados.com
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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Por que filhos de incestos nascem com problemas genéticos?

Porque entre pessoas da mesma família o risco de dois genes recessivos ligados a uma doença grave se encontrarem é grande.
Explica-se: sabiamente, a natureza criou um recurso que faz com que genes problemáticos fiquem guardadinhos em seu cromossomo esperando para, quem sabe um dia, serem extintos. São os genes recessivos, que para virem à tona precisam juntar suas forças a outro idêntico a eles.
Digamos que você tenha um recessivo ligado à fenilcetonúria, uma doença rara que causa retardo mental. Para que um filho seu nasça com problemas, você teria que encontrar um parceiro que também tenha esse gene (menos de 2% de risco). E, mesmo assim, a chance de os dois recessivos se encontrarem seria de apenas 25% (lembra das aulas de genética?). Fazendo as contas, o risco não passa de 0,5%.
Entre parentes, o jogo muda. Considerando o cruzamento genético e o papel do ambiente no desencadeamento de problemas, as chances de um recessivo se manifestar é de 50%. No caso da fenilcetonúria, portanto, o risco é 100 vezes maior que entre desconhecidos.
É claro que, à medida que o grau de parentesco diminui, o sangue vai se misturando e os riscos de surgirem complicações também se diluem.
Por Anna Virginia Balloussier para Revista SuperInteressante
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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Santa Margarida Maria Alacoque

Margarida Maria de Alacoque, nasceu no dia 22 de Agosto de 1647 em Verosvres, na Borgonha. O seu pai, juiz e tabelião, morreu quando Margarida ainda era muito jovem.
Após a morte de seu pai, Claudio de Alacoque foi morar na casa de seu tio Toussant (tussã) e sofreram ela e sua mãe, dona Felizberta de Alacoque. Assim ela conheceu a humilhação da necessidade, vivendo ao capricho de parentes pouco generosos e nada propensos a consentir que ela realizasse o seu desejo de fechar-se no convento.
Recebeu a comunhão aos nove anos e aos 22, a confirmação, para a qual quis preparar-se com confissão geral: ficando quinze dias preparando-se, escrevendo num caderninho a grande lista de seus pecados e faltas, para ler depois ao confessor.
Na festividade de São João Evangelista de 1673, uma moça de vinte e cinco anos, Irmã Margarida Maria, recolhida em oração diante do Santíssimo Sacramento, teve o singular privilégio da primeira manifestação visível de Jesus, que se repetiria por outros dois anos, toda primeira sexta-feira do mês.
Em 1675, durante a oitava do Corpo de Deus, Jesus manifestou-se-lhe com o peito aberto e apontando com o dedo seu Coração, exclamou: "Eis o Coração que tem amado tanto aos homens a ponto de nada poupar até exaurir-se e consumir-se para demonstrar-lhes o seu amor. E em reconhecimento não recebo senão ingratidão da maior parte deles".
Margarida Maria de Alacoque, escolhida por Jesus para ser a mensageira do Sagrado Coração, já fazia um ano que vestira o hábito religioso das monjas da Ordem da Visitação de Santa Maria em Paray-le-Monial. No último período de sua vida, nomeada mestra das noviças, ela teve a consolação de ver propagar-se a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, e os próprios opositores de outrora mudarem-se em fervorosos propagadores.
Morreu em 17 de Outubro de 1690, aos 43 anos de idade.
Foi canonizada em 1920, mas a data da sua festa foi antecipada por um dia para não coincidir com a de Santo Inácio de Antioquia.

Fonte: Wikipédia
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Santa Edwiges

Santa Edwiges da Silésia (Andechs, Baviera, 1174 - Trebnitz, Silésia, atual Trzebnica, Polônia, 15 de Outubro de 1243), nascida Edwiges de Andechs, é conhecida na Polônia pelo nome de Jadwiga Śląska.
Depois da morte do marido e dos filhos, entrou para o mosteiro e dedicou-se a ajudar os carentes. Com seu próprio dinheiro, construiu hospitais, escolas, igrejas e conventos. Ganhou fama de protetora dos endividados por ajudar detentos da região, presos por não terem recursos pagar suas dívidas. Foi proclamada santa pela Igreja Católica em 1267.
O dia 16 de outubro é dedicado a Santa Edwiges, popularmente conhecida como protetora dos pobres e endividados.
Filha de Bertoldo IV, duque de Merânia, e de sua esposa, Inês de Rochlitz.1 , foi criada em ambiente de luxo e riqueza, o que não a impediu de ser simples e viver com humildade. O seu bem maior era o amor total a Deus e ao próximo.
Aos 12 anos, casou-se com Henrique I (O Barbudo), príncipe da Silésia (um dos principados da Polônia medieval e atual região administrativa da Polônia), com quem teve seis filhos, sendo que dois deles morreram precocemente. Culta, inteligente e esposa dedicada, ela cuidou da formação religiosa dos filhos e do marido.
Mulher de oração, vivia em profunda intimidade com o Senhor. Submetia-se ao sacrifício de jejuns diários, limitando-se a comer alguns legumes secos nos Domingos, Terças, Quintas e Sábado. Nas Quartas e Sextas-feiras somente pão e água. Isto sempre em quantidade limitada, somente para atender as necessidades do corpo.
No tempo do Advento e da Quaresma, Edwiges se alimentava só para não cair sem sentidos. O esposo não aceitava aquela austeridade. Numa Quarta-feira de Quaresma ele esbravejou por haver tão somente água na mesa sendo que ele só bebia vinho. Edwiges então ofereceu-lhe uma taça, cujo líquido se apresentou como vinho. Foi um dos muitos sinais ou milagres que ela realizou.
Algum tempo depois Edwiges caiu vítima de uma grave enfermidade. Foi preciso que Guilherme, Bispo de Módena, representante do Papa para aquelas regiões, exigisse com uma severa ordem a interrupção de seu jejum. A Santa dizia que isto era mais mortificante do que a sua própria doença.
Dedicou toda sua vida na construção do Reino de Deus. Exerceu fortes influências nas decisões políticas tomadas pelo marido, interferindo na elaboração de leis mais justas para o povo.
Junto com o marido construiu igrejas, mosteiros, hospitais, conventos e escolas. Por isto, em algumas representações a santa aparece com uma Igreja entre as mãos.
Aos 32 anos, fez votos de castidade, o que foi respeitado pelo marido. Quando ficou viúva, foi morar no Mosteiro de Trebnitz, na Polônia, onde sua filha Gertrudes era superiora. Foi lá que Edwiges deu largos passos rumo à santidade. Vivia com o mínimo de sua renda, para dispor o restante em socorro dos necessitados. Ela tinha um carinho especial pelas mulheres e crianças abandonadas. Encaminhava as viúvas para os conventos onde estariam abrigadas em casos de guerra e as crianças para escolas, onde aprendiam um ofício. Era misericordiosa e socorria também os endividados. Em certa ocasião, quando visitava um presídio, ela descobriu que muitos ali se encontravam porque não tinham como pagar as suas dívidas. Desde então, Edwiges saldava as dívidas de muitos e devolvia-lhes a liberdade. Procurava também para eles um emprego. Com isto eles recomeçavam a vida com dignidade, evitando a destruição as famílias em uma época tão difícil como era aquela do século XIII. E ainda mantinha as famílias unidas.
Assim, Santa Edwiges, é considerada a Padroeira dos pobres e endividados e protetora das famílias. Sua morte ocorreu no dia 15 de outubro de 1243. E foi canonizada no dia 26 de março de 1267, pelo Papa Clemente IV. Como no dia 15 de Outubro celebra-se Santa Teresa de Ávila, a comemoração de Santa Edwiges passou para o dia 16 de Outubro. Modelo de esposa, celibatária e viúva, a Santa não faltava à Missa aos Domingos, e isto ela pede aos seus devotos: mais amor a Jesus na Eucaristia e auxílio aos necessitados.

Fonte: Wikipédia
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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

#FalandoSobre o Gato Preto



Um dos primeiros povos a atribuir a aura mística ao gato foram os egípcios que o idolatravam, tendo mesmo um Deus com a sua forma física, Bast. Em homenagem a divindade, os egípcios mantinham gatos pretos em casa dando lhes honras reservadas a faraós e mumificando-os depois de mortos.

O Rei Carlos I da Inglaterra acreditava que o seu gato preto lhe trazia sorte. Coincidência ou não, o gato morreu um dia antes de o monarca ter sido preso por Oliver Crommwell. O rei foi acusado de traição e mais tarde decapitado.

Mas foi na Idade Média que o gato viu a sua sorte mudar. Um culto da época feito em homenagem a uma deusa pagã – Freya – envolvia gatos, e passou a ser considerado heresia pela Igreja da época. Os membros desta seita passaram a ser punidos severamente com torturas e morte, e os gatos perseguidos, acusados de serem demoníacos, principalmente os de cor preta.

A sua associação às práticas pagãs, provocou um maior distanciamento entre os cristãos e o gato. Depressa começaram a surgir histórias que ligavam os gatos à bruxaria. 

Na época os gatos eram acolhidos por pessoas solitárias, geralmente mulheres que não seguiam as regras machistas da sociedade. Excluídas, essas mulheres moravam em locais improvisados. Naquela época, os bichanos se tornaram os grandes companheiros dessas mulheres, que nada mais eram do que as famosas “bruxas”, perseguidas e queimadas na fogueira. 

No mesmo período as pessoas começaram a associar acontecimentos ruins aos gatos pretos. “Fulano morreu depois que um gato preto cruzou o seu caminho”, “não sei quem caiu do cavalo depois que um gato preto desceu do telhado”, “disseram que um gato preto assassinou não sei quem”. E assim foi. “E por quê gato preto? Porque os gatos são animais noturnos e só eram vistos a noite. E de noite todos os gatos são pardos, ops, pretos!”

O tempo passou e a história do gato preto foi evoluindo. Uma bobagem do passado, de uma época em que não havia iluminação e informação, persegue nossos pretinhos até hoje. 

Portanto, especialmente às sextas-feiras 13, pedimos atenção especial quando o assunto são gatos pretos; marginalizados, os bichanos de pelagem escura sofrem maus-tratos durante a data, sem contar que correm o risco de serem capturados para uso em rituais de magia. 

Gatos pretos são como qualquer outro gato, precisam de carinho e atenção, são dóceis e companheiros. Portanto, rejeite qualquer preconceito contra um bichinho que é tão digno de amor quanto qualquer outro.
Crédito: Fan Page Miscelânea

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terça-feira, 10 de setembro de 2013

CBJR x A Banca podem ter posto fim a um dos mais talentosos baixistas da música nacional

É isso mesmo, um dos amigos mais próximos de Champignon, Péricles Carpigiani afirmou ter tido uma longa conversa por telefone com o músico na tarde anterior à sua morte, e revelou que o baixista havia recebido em seu Facebook, no último domingo (8), uma montagem na qual aparecia com a palavra 'Judas' [que simboliza traição] estampada em seu peito.
Carpigiani, inclusive, disse que o roqueiro recebia muitas críticas de um grupo de fãs de Chorão - encontrado morto em um apartamento em São Paulo, em março deste ano -, que não aceitava o fato de o artista ter assumido os vocais da banda A Banca.
'Para quem foi criado e construiu seus valores dentro de uma cultura de rua, ser acusado de 'trairagem', que era a palavra que ele usava, era a mais dolorosa das ofensas', contou o amigo do músico ao jornal 'Extra'.
E completou: 'Uma minoria o perturbava, dizendo que ele não havia respeitado a morte do Chorão, que ele não teria vivido o luto pela morte do líder do grupo. Esse tipo de provocação o abalava muito, e ele estava tentando lidar com isso e com a própria condição de líder de um grupo, algo a que ele não estava habituado'.
Champignon foi encontrado morto em se apartamento, no Morumbi, em São Paulo, pela esposa, Claudia Campos, na madrugada da última segunda-feira (9).
Fonte: MSNBrasil
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segunda-feira, 8 de abril de 2013

O que é seguro?

Quando tudo está "certinho" e todo mundo está satisfeito é muito mais seguro. Cá pra mim, isso não é nada bom. Digo mais, me traz uma insegurança danada. Há quem diga que é bom que todos pensem que é o mundo é bom e que todas as pessoas são boas. De fato todos querem que sejam assim, e não nego que queria que a ordem natural das coisas fossem seguidas. Contudo se olharmos pra traz vamos perceber que o que nos fez chegar até aqui foi justamente a insegurança, o medo e a instabilidade.
É, portanto, seguro afirmar que o que fez o homem chegar até este ponto da história humana justamente pelo medo e pela insegurança no futuro? Creio que sim. É fato!
Todos os grandes inventos e descobertas humana nasceram disso. Coisas são geradas por medo do medo, do improvável, do que virá. A iminência de algo nos desinstabilizar é o que nos faz mais criativos. Superar nossos limites desconhecidos por nós mesmos. Na adversidade é que sabemos até que ponto somos capazes de chegar.
Perguntar-se, então, é melhor vivermos inseguros com o futuro? Não tão explicito, respondo, mas é mais salutar estar preparado para o que se pode acontecer na próxima esquina. Uma frase mal compreendida. Um gesto impensado. Um freio desenfreado. Um momento de loucura. Isso seria insegurança? Talvez, contudo é assim que nós vivemos e nos impulsiona para o futuro.
Seguir em frente sem saber pra onde ir. Sempre foi assim e esta ordem natural nunca mudará.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Ele viu e creu


1No primeiro dia que se seguia ao sábado, Maria Madalena foi ao sepulcro, de manhã cedo, quando ainda estava escuro. Viu a pedra removida do sepulcro. 2Correu e foi dizer a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus amava: Tiraram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram! 3Saiu então Pedro com aquele outro discípulo, e foram ao sepulcro. 4Corriam juntos, mas aquele outro discípulo correu mais depressa do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro. 5Inclinou-se e viu ali os panos no chão, mas não entrou. 6Chegou Simão Pedro que o seguia, entrou no sepulcro e viu os panos postos no chão. 7Viu também o sudário que estivera sobre a cabeça de Jesus. Não estava, porém, com os panos, mas enrolado num lugar à parte. 8Então entrou também o discípulo que havia chegado primeiro ao sepulcro. Viu e creu.
Sem sombra de dúvida umas das figuras evangélicas mais proeminentes é a de São Pedro. A predileção de Jesus por são Pedro é algo que não explica tão facilmente, e acredito que somente Jesus poderá nos contar num futuro o porquê dessa predileção. Não que ele gostasse mais de Pedro do que das outras pessoas. Pedro era tudo que um ser humano normal e, graças a sua condição humilde, pode ser com tão pouca instrução.
Na liturgia da Ressurreição, (e somente na Liturgia é que compreendemos os mistérios de Deus) abri os olhos e os ouvidos pra tentar entender uma coisa. A primeira eu já conhecia e entendia que era o porquê de o discípulo amado ter corrido mais rápido e chegado primeiro ao túmulo de Jesus, com a pedra já rolada, mas não ter entrado. O respeito que ele tinha por Pedro era imenso. Ele, o discípulo amado, conhecia o profundo amor que Jesus nutria por Pedro.
Para entendermos onde quero chegar é preciso voltar um pouco a este trecho do Evangelho do São João. Vejamos: 15Simão Pedro seguia Jesus, e mais outro discípulo. Este discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio da casa do sumo sacerdote, 16porém Pedro ficou de fora, à porta. Mas o outro discípulo (que era conhecido do sumo sacerdote) saiu e falou à porteira, e esta deixou Pedro entrar. 17A porteira perguntou a Pedro: Não és acaso também tu dos discípulos desse homem? Não o sou, respondeu ele. 18Os servos e os guardas acenderam um fogo, porque fazia frio, e se aqueciam. Com eles estava também Pedro, de pé, aquecendo-se. 25Simão Pedro estava lá se aquecendo. Perguntaram-lhe: Não és porventura, também tu, dos seus discípulos? Negou-o, dizendo: Não! 26Disse-lhe um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha: Não te vi eu com ele no horto? 27Mas Pedro negou-o outra vez, e imediatamente o galo cantou.”
Como se pode ver Pedro claramente negou a Jesus. E o próprio Jesus havia predito isso. Mas como poderia Pedro dizer que não conhecia Jesus sabendo que Jesus tinha poder miraculoso o suficiente para sair daquela situação e os tirar daquela situação? Seria acaso uma frouxidão de Pedro naquele momento? Não! E provo que não. Como? Volte lá em cima e leia: Chegou Simão Pedro que o seguia, entrou no sepulcro e viu os panos postos no chão. 7Viu também o sudário que estivera sobre a cabeça de Jesus. Não estava, porém, com os panos, mas enrolado num lugar à parte. 8Então entrou também o discípulo que havia chegado primeiro ao sepulcro. Viu e creu.”
Aí está a chave para o segredo. De fato Pedro não estava conhecendo Jesus no momento da sua Paixão. Desde seu primeiro encontro com Jesus, Pedro fora acostumado a ver Jesus como uma pessoa ativa, o que tomava as iniciativas. O que amava, o que perdoava, o que enfrentava os fariseus, saduceus e os mestres da Lei. O que pregou na montanha. O que subira com ele, João e Tiago e se revelara a eles em glória. Não Pedro não conhecia de fato Jesus na sua passividade no momento da sua Paixão. Não conheceu Jesus quando curou a orelha de um dos soldados que o prendera. Não! Pedro não conheceu Jesus. Não era Jesus que estava ali sofrendo. Não o Senhor, Filho de Deus Vivo tal como ele mesmo havia declarado que Jesus o era após a multiplicação dos pães no Sermão do Pão da Vida. Conhecendo e vivendo com Jesus tão de perto, tão secretamente, não era possível que Pedro negasse conhecer Jesus naquela hora crucial. É certo, contudo, que Pedro não dera ouvidos ao que Jesus havia dito a eles e aos demais discípulos. Mas cá prá nós: quem daria? Que me apareça um homem que conhecendo a historicidade daquela época e diga que daria ouvidos ao que Jesus dizia em relação ao seu futuro e ao futuro daquele povo e eu digo que é mentira. E provo!
E como provar tudo isso que estou dizendo? Não tenho como provar, mas há um entendimento. Este: “Pedro viu os panos enrolados num lugar à parte. Viu e creu.” Depois que Pedro viu os panos dobrados ele acreditou. Havia algo que somente Pedro e o discípulo amado conheciam de Jesus que fez com quê somente o Evangelista João houvesse publicado. Pode não ser a prova de que tudo que disse acima seja verdade, mas é a prova que Jesus não havia escolhido Pedro à toa. E mais ainda: a prova de que quando Jesus havia dito que Pedro o negaria, não seria uma negação de traição, como fora de Judas, e sim que de fato Pedro não reconheceria Jesus em sua Paixão.
Sim Pedro, eu lhe entendo. E digo mais, acho que até que teria traído Jesus muito mais facilmente do que você poderia tão somente tê-lo negado.
Graças a Pedro, que negou Jesus, e que depois foi o porta-voz da Ressurreição, é que 1980 anos depois cá estou eu meditando sobre aquele momento.
Cristo ressuscitou verdadeiramente! Entendi, Pedro, graças a você.
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quarta-feira, 27 de março de 2013

A obsessão pelo melhor

Estamos obcecados com "o melhor".
Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do "melhor“. Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho. Bom não basta!
O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com “o melhor”. Isso até que outro "melhor" apareça e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer. Novas marcas surgem a todo instante, novas possibilidades também. E o que era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, aquém do que podemos ter.
O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa espécie de insatisfação permanente, num eterno desassossego. Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter. Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos. Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros...) estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários. Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com o melhor tênis.
Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos. Mas o menos, às vezes, é mais do que suficiente.
Se não dirijo a 140 km/h, preciso realmente de um carro com tanta potência? Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e assumir o cargo de chefia que vai me matar de estresse porque é o melhor cargo da empresa? E aquela TV de não-sei-quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto? E o restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque tem o "melhor chef"? E aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro? O cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo "melhor cabeleireiro"?
Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixados ansiosos e nos impedido de desfrutar o "bom" que já temos. A casa que é pequena, mas nos acolhe. O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria. A TV que está velha, mas nunca deu defeito.
O homem que tem defeitos (como nós), mas nos faz mais felizes do que os homens "perfeitos". As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar a chance de estar perto de quem amo. O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas das histórias que me constituem. O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer. Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso? Ou será que isso já é o melhor e na busca do "melhor" a gente nem percebeu?
"Sofremos demais pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos." William Shakespeare
Este texto é de autoria de Leila Ferreira, jornalista mineira com mestrado em Letras e doutora em comunicação em Londres, que optou por viver uma vida mais simples, em Belo Horizonte.
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domingo, 17 de março de 2013

Uma Breve História do Século XX

Pode estranhar a primeira vista a separação entre história mundial e a história do século XX, mas esse foi o século, de longe, com maior material humano e que exerce maior influência direta na vida cotidiana, até porque ele acabou há apenas 12 anos. E nele ocorreram duas guerras mundiais, a ascensão e queda dos países comunistas, a maior crise econômica mundial, o ressurgimento do fundamentalismo islâmico, a bipolarização do mundo, a luta pelos direitos femininos, o uso do petróleo como matriz energética predominante no mundo, além da popularização do cinema, da televisão, do computador e das competições esportivas internacionais.

A primeira metade do século foi marcada pela Primeira Guerra Mundial (1914-1918), seguida pela Revolução Russa (1917), passando pelo momento mais negro do capitalismo mundial, a quebra da bolsa de Nova Iorque (1929), culminando na 2ª Guerra Mundial (1939-1945), conflito que envolveu diretamente a muitos países. A partir do fim da 2ª G.M., conheceu-se uma nova ordem mundial, o mundo bipolarizado. As divisões das áreas geográficas de influência do bloco soviético e do bloco estadunidense foram institucionalizadas pelo tratado de Potsdam (1945), assinados por Truman, Stalin e Churchull, então chefes de estado dos EUA, União Soviética e Inglaterra, respectivamente. A esta parte de Era dos extremos faz parte também a corrida armamentista e tecnologica entre as duas potências antagônicas. A bipolaridade regeu as relações internacionais e o mundo conheceu uma verdadeira revolução científica e tecnológica, fomentada pela competição entre as economias comunista e capitalista. A China passou por sua Revolução sob o comando de Mao Tsé Tung, tornando-se uma nova potência comunista. Antes alinhada com o bloco soviético e, posteriormente, passando para a esfera de influência estadunidense, após a cisão sino-soviética (1959).A ordem bipolar permaneceu até a queda do bloco soviético, incapaz de manter sua economia com os altos gastos provenientes da corrida armamentista. Os momentos finais da ordem bipolar foram simbolizados pela queda do muro de Berlim (1989) e o fim da União Soviética (1991). A hegemonia capitalista passa a dominar o mundo de fins de século XX. Em toda sua obra, Blainey aborda, além dos grandes eventos históricos, a evolução dos costumes da sociedade, os movimentos culturais e também a trajetoria histórica de países chamados periféricos, na África e na América do Sul.
O livro passa por questões mais esperadas em livros do gênero, como o Massacre da Praça Celestial, a Guerra do Vietnã e a questão dos mísseis em Cuba, mas também aborda assuntos inesperados, como alimentação, contra-cultura, a difusão das línguas globais. E o diferencial é que o autor, no lugar de criar um panorama estático com os principais acontecimentos e situações do século, se preocupa em aglutinar todos os assuntos e sequenciá-los, para que possamos ter uma ideia de como as pessoas da época enxergavam o próprio século. Como? Ele compara o número de pessoas e a urbanização de 1900 com a de 1960, por exemplo. Por meio de comparações e usando os assuntos do próprio livro, aqui se faz um bom resumo do século. Claro que, como é dito no título, não passa de uma breve história e que em alguns assuntos, como direitos feministas, Oriente Médio e ascensão comunista no Leste Asiático é necessário um aprofundamento para realmente se entender algo. Mas é um excelente livro de divulgação histórica, justamente por colocar os assuntos por alto para que o leitor curioso possa procurar pelo que chamou sua atenção e por apresentar linguagem simples. O que faltou? Uma lista de bibliografia indicada para satisfazer nossa curiosidade.
Trecho do livro
“Os satélites ficavam cada vez melhores. A cerimônia de abertura das Olímpiadas de Tóquio, em 1964, foi transmitida ao vivo para Europa e América do Norte. No ano seguinte, o incrível satélite Early Bird enviou sua primeira mensagem. Logo começou a transmitir imagens de uma guerra em que muitas tropas norte-americanas se consumiram. Os episódios diários das batalhas na selva, filmados no Vietnã e vistos na noite seguinte em milhões de lares norte-americanos, impulsionaram o movimento pacifista. Em Nova York, um crítico de TV rotulou o conflito no Vietnã de ‘guerra de sala de estar’. A força da televisão aumentou graças às imagens em cores, primeiramente veiculadas nos Estados Unidos e Japão.
A televisão invadiu quase todas as nações, incrementando ou modificando a maior parte das facetas da vida cotidiana: lazer, esportes, música, religião, política, notícias, culinária, publicidade, moralidade, brincadeiras de criança e até mesmo o modo de falar e a gramática. Sir David Frost observou: ‘A televisão permite que você se entretenha, na sala de estar, com pessoas que jamais permitiria que entrassem na sua casa’.”
O Autor
Geoffrey Norman Blainey AC(1930-) é um escritor, professor e historiador australiano e leciona nas universidades de Harvard e Melbourne. Já foi agraciado com a Companhia da Ordem da Austrália (por isso o AC do lado do seu nome) e com o International Britannica Award por seu trabalho na divulgação do conhecimento histórico. Seu livros mais famosos, são Uma Breve História do Mundo, Uma Breve História do Cristianismo e Uma Breve História do Século XX.
Parte do comentário desta postagem foi captadada do Blog Historiando, de Carlos Alexandre. Pra quem se interessar acesse aqui Historiando
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O Papa do fim (da especulação)

A Folha [de São Paulo] gastou todo o seu latim nos 30 dias entre o anúncio da renúncia de Bento 16 e a escolha de seu sucessor. Foram sete manchetes, quatro editoriais, 64 artigos e 13 entrevistas, publicados antes de se saber quem seria o novo papa.
A julgar pelo jornal, o Brasil só deve perder em número de teólogos para o Vaticano. Somados os entrevistados, os colunistas e os colaboradores, tivemos a opinião de 47 especialistas sobre a transição na igreja.
Nem nos artigos nem nas reportagens apareceu o nome do então cardeal Jorge Mario Bergoglio, o papa Francisco. Só José Simão, que não entrou na contagem dos textos, acertou ao decretar, bem antes do conclave: "Papa argentino não pode!".
Zebra total? Terceira via? Essas são as explicações preferidas dos vaticanistas, que incensaram os nomes do brasileiro d. Odilo Scherer e do italiano d. Angelo Scola.
A impressão que fica é que tentar adivinhar o resultado de uma eleição única como a do papa é perda de tempo. As especulações sobre os "papáveis" vêm de algumas fontes, sempre as mesmas: os poucos cardeais e seus auxiliares que aceitam falar com jornalistas, em geral, do seu próprio país. As informações podem ser sinceras ou apenas balão de ensaio para testar ou para "queimar" certos candidatos.
Para serem consistentes, as previsões teriam que partir de uma enquete com um número razoável de votantes, o que é impossível num colégio que reúne 115 cardeais, procedentes de todas as partes do mundo.
"[As apostas] são um jogo que nós, jornalistas, precisamos jogar porque é divertido e é o que as pessoas esperam de nós", definiu Sean-Patrick Lovett, diretor da programação em inglês da rádio Vaticano. Antes de a fumaça branca aparecer, ele acertou ao dizer que, "no final do dia, ficaremos surpresos com o homem que aparecer no balcão".
Boa parte das análises tenta prever o futuro a partir do passado. Foi dito que a tradição mostra que, depois de um pontificado curto (Bento 16 ficou apenas oito anos), o escolhido é alguém mais jovem, capaz de permanecer por mais tempo. Errado. Francisco tem 76 anos.
Apostou-se que, surpresos com a renúncia e sem um herdeiro indiscutível de Ratzinger, os cardeais prefeririam um nome consagrado. Errado. O arcebispo de Buenos Aires não era uma liderança, mesmo tendo sido, aparentemente, bem votado no conclave de 2005.
E, sendo alguém de fora da Europa, o escolhido seria de um país africano (o primeiro papa negro) ou do Brasil (o maior país católico do mundo). Errado. Ganhou o da Argentina.
Previu-se que o papa teria que ser capaz de responder aos anseios modernizantes da sociedade. Errado. Bergoglio pode até mostrar-se progressista, mas suas posições sobre casamento gay, aborto e celibato são bem conservadoras.
O problema, para a imprensa, é como preencher o vácuo que antecede a escolha do papa, que desta vez foi um período bastante longo. Da morte de João Paulo 2º até a escolha de Ratzinger, passaram-se 17 dias; agora, a transição demorou um mês.
Sem notícias diárias, sobraram conjecturas, pensatas e infográficos para explicar os rituais e um amontoado de curiosidades (a família de alfaiates que faz as vestimentas do pontíficie, o clérigo brasileiro que quase morreu em um assalto há 40 anos, o conclave que durou três meses em 1800).
As melhores reportagens e artigos publicados foram os que tentaram entender, pela lógica da igreja, o legado de Bento 16 e os desafios que esperam por Francisco.
Provavelmente nunca saberemos o que levou ao consenso obtido na capela Sistina. Quando se imagina que, no mundo da comunicação instantânea e do fim da privacidade, nenhum segredo resiste, está aí uma instituição de 2.000 anos para provar que não é bem assim.
Por Suzana Singer para Folha de São Paulo na Coluna Ombusdman
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sábado, 16 de março de 2013

O nome de sua santidade, o Papa


   Foi um brasileiro que deu a Jorge Bergoglio a ideia da escolha de
seu nome. Durante um pronunciamento para a imprensa, na manhã de hoje, na Sala Paulo VI no Vaticano, ele disse que muitos queriam saber por que ele quis se chamar Francisco.
"Alguns pensaram em Francisco Xavier, de Sales e de Assis. Vou contar a história: na eleição, eu tinha a meu lado o arcebispo emérito de São Paulo, o cardeal d. Cláudio Hummes, um grande amigo. Quando a coisa começou a ficar perigosa, ele começou a me tranquilizar e, quando os votos chegaram a dois terços, aconteceu um aplauso. Ele me beijou e disse: não se esqueça dos pobres."
Enquanto o escrutínio prosseguia, inspirado pelas palavras de Hummes, teve a ideia do nome "que apareceu em seu coração": Francisco de Assis. "Para mim, ele é o homem da pobreza, da paz, o homem que ama e protege". Ele ainda contou, bem humorado, que os cardeais fizeram algumas brincadeiras sobre seu nome. Alguns disseram que ele deveria ter escolhido o nome Clemente. "Então você seria o Clemente XV, para se vingar de Clemente XIV, que suprimiu a Companhia de Jesus".
   Durante sua fala, o papa enfatizou que a Igreja não tem natureza política, "mas essencialmente espiritual". "É o povo de Deus, o santo povo de Deus que caminha em direção ao encontro com Jesus Cristo."
O papa Francisco também agradeceu pelo trabalho dos jornalistas. "Quero deixar um renovado agradecimento pelos esforços desses dias especialmente trabalhosos e um convite para tentar conhecer cada vez mais a natureza da Igreja e também seu caminho no mundo, com suas virtudes e pecados. Conhecer as motivações espirituais que a movimentam."
Ele disse ainda que o trabalho da imprensa tem semelhanças com o trabalho da Igreja. "Seu trabalho exige atenção especial para com a verdade, a bondade e a beleza. Isso nos torna extremamente próximos, porque a Igreja exige para comunicar exatamente isso: a verdade, a bondade e a beleza."
Francisco, então, deu uma bênção a todos os presentes e cumprimentou parte do público. Por fim, disse algumas palavras em espanhol, quebrando o protocolo que previa que só falasse em italiano. O pronunciamento arrancou muitos aplausos.
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